
Recebi um texto pela internet, talvez defasado no tempo, mas que leva a uma série de reflexões: Psicóloga x Cazuza!
. Ao final o texto pergunta: Leu? Concorda com a psicóloga? Li e não concordei. Com certeza, não o passarei a outras pessoas, vou poupá-las dos dissabores por que passei ao ler o texto.
Por favor!
A autora deste texto é uma psicóloga?
Parem o trem, quero descer! Não temos mais referenciais dignos que sustentem uma argumentação? Chegamos ao fundo do poço? Precisamos voltar ao medievalismo do certo e do errado?
A justiça já entende ser álibi, para não condenação, a dor de um pai e uma mãe ao perderem um filho. Como recriminar estes desventurados pais que perderam seu único tesouro? Basear-se em "regras de bem educar filhos" para condenar esta família é, antes de mais nada, uma falta de humanidade, de solidariedade com a dor alheia, ou seja um grande "pecado" contra a ética.
Aonde chegaremos com um modelo de sociedade defendido por esta senhora? Classificarmos os ídolos alheios como certos ou errados é uma atitude que bem faz jus ao "Talibã" que destruiu as estátuas de Buda no Afeganistão, por serem ídolos "errados", mas, para nós, que nos julgamos civilizados é algo impensável!
O texto não merece resposta, é “gastar pólvora com chimango” como diziam nossos antepassados. Alguns pontos, porém, merecem uma reflexão:
Chamar Cazuza de marginal é uma afronta, não só ao artista, como a todos que apreciam sua música e seu trabalho, pois passam a sentirem-se marginalizados também. Tenhamos um pouco mais de respeito com milhões de admiradores dele.
A frase que segue, retirada do texto desta senhora é um disparate sem medida; Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não. Como pode uma pessoa fazer uma afirmativa destas? Em que processo Cazuza foi condenado por tráfico de drogas? Se o foi, que se esclareça, se não, por favor, seria hora de retratação! Alguém tem idéia dos limites entre Cazuza e Fernandinho? É possível compará-los? Não há como compreender um procedimento destes, ainda mais partindo de uma psicóloga.
c) A expressão “juventude transviada” dá uma indicação da idade desta senhora que já deve ser próxima da minha (sexagenário), mas, felizmente me ufano da lucidez que me permite acompanhar os tempos atuais. Avançar no tempo nos ensina a sermos mais tolerantes e menos agressivos.
Há um momento em que a autora se supera: Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Por favor, cada pai ou mãe que tenha lido aquele texto não levem em conta tal desatino. A grande luta dos pais sempre será conquistar a confiança dos filhos e tornar-se o amigo número um deles. Não há como abdicar da amizade de um filho, imaginando que no futuro ele reconhecerá nosso empenho. Até que o futuro chegue, as relações pai/filho poderão estar tão desgastadas que já não se consiga mais tal reconhecimento. O melhor, na minha opinião que não sou psicólogo, é conquistar cada dia, cada hora, cada minuto a amizade dos filhos.
Por favor, sejamos mais humanos, menos preconceituosos. Antes de condenar os pais de Cazuza. Por que não buscar formas de auxiliar outros pais que hoje estão à beira de uma tragédia destas? Jogar lama e condenação sobre o passado é uma atitude que não constrói, não contribui para a construção de uma sociedade mais feliz e menos preocupada em condenar e julgar o que seja certo ou errado. Deixemos a posição de juízes sobre os atos alheios e passemos a militantes do amor, da compreensão e da conquista de amizades.
Uma falta imperdoável é condenar o cidadão Cazuza e por tal argumento menosprezar o artista Cazuza. Não conseguir distinguir autor da obra é na verdade um erro grosseiro de crítica. Se esta senhora acha motivos para condenar Cazuza como pessoa, não estenda estes preconceitos sobre a obra musical importante que ele nos deixou. O artista Cazuza é reconhecido por todos como excelente e assim gostaria de vê-lo reverenciado. A vida particular foi opção pessoal que devemos respeitar e em nada desmerece o seu trabalho.
Por fim confesso que não sou grande fã de Cazuza, apenas vi o filme e gostei muito. Acredito que, se esta senhora voltar a ver o filme, despida da “toga de juiz”, poderá apreciá-lo melhor, percebendo a trilha musical, a fotografia, a seqüência narrativa e demais elementos que criam uma obra de cinema. O cinema é mais do que um instrumento de educação é também um provocador de discussões um encontro de opiniões para que se reflita sobre tantos temas. Neste sentido, o filme Cazuza foi genial, pois permitiu que esta senhora exteriorizasse seus preconceitos, dando oportunidade para que nós pudéssemos nos posicionar também.
Um abraço a todos,
Odiombar
Para saber mais:
Yahoo Respostas
Mágica com Criss Angel
Jornal do Comércio
Anta gorda
Percival Puggina
Pilantropia
Alvo Humano
. Ao final o texto pergunta: Leu? Concorda com a psicóloga? Li e não concordei. Com certeza, não o passarei a outras pessoas, vou poupá-las dos dissabores por que passei ao ler o texto.
Por favor!
A autora deste texto é uma psicóloga?
Parem o trem, quero descer! Não temos mais referenciais dignos que sustentem uma argumentação? Chegamos ao fundo do poço? Precisamos voltar ao medievalismo do certo e do errado?
A justiça já entende ser álibi, para não condenação, a dor de um pai e uma mãe ao perderem um filho. Como recriminar estes desventurados pais que perderam seu único tesouro? Basear-se em "regras de bem educar filhos" para condenar esta família é, antes de mais nada, uma falta de humanidade, de solidariedade com a dor alheia, ou seja um grande "pecado" contra a ética.
Aonde chegaremos com um modelo de sociedade defendido por esta senhora? Classificarmos os ídolos alheios como certos ou errados é uma atitude que bem faz jus ao "Talibã" que destruiu as estátuas de Buda no Afeganistão, por serem ídolos "errados", mas, para nós, que nos julgamos civilizados é algo impensável!
O texto não merece resposta, é “gastar pólvora com chimango” como diziam nossos antepassados. Alguns pontos, porém, merecem uma reflexão:
Chamar Cazuza de marginal é uma afronta, não só ao artista, como a todos que apreciam sua música e seu trabalho, pois passam a sentirem-se marginalizados também. Tenhamos um pouco mais de respeito com milhões de admiradores dele.
A frase que segue, retirada do texto desta senhora é um disparate sem medida; Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não. Como pode uma pessoa fazer uma afirmativa destas? Em que processo Cazuza foi condenado por tráfico de drogas? Se o foi, que se esclareça, se não, por favor, seria hora de retratação! Alguém tem idéia dos limites entre Cazuza e Fernandinho? É possível compará-los? Não há como compreender um procedimento destes, ainda mais partindo de uma psicóloga.
c) A expressão “juventude transviada” dá uma indicação da idade desta senhora que já deve ser próxima da minha (sexagenário), mas, felizmente me ufano da lucidez que me permite acompanhar os tempos atuais. Avançar no tempo nos ensina a sermos mais tolerantes e menos agressivos.
Há um momento em que a autora se supera: Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Por favor, cada pai ou mãe que tenha lido aquele texto não levem em conta tal desatino. A grande luta dos pais sempre será conquistar a confiança dos filhos e tornar-se o amigo número um deles. Não há como abdicar da amizade de um filho, imaginando que no futuro ele reconhecerá nosso empenho. Até que o futuro chegue, as relações pai/filho poderão estar tão desgastadas que já não se consiga mais tal reconhecimento. O melhor, na minha opinião que não sou psicólogo, é conquistar cada dia, cada hora, cada minuto a amizade dos filhos.
Por favor, sejamos mais humanos, menos preconceituosos. Antes de condenar os pais de Cazuza. Por que não buscar formas de auxiliar outros pais que hoje estão à beira de uma tragédia destas? Jogar lama e condenação sobre o passado é uma atitude que não constrói, não contribui para a construção de uma sociedade mais feliz e menos preocupada em condenar e julgar o que seja certo ou errado. Deixemos a posição de juízes sobre os atos alheios e passemos a militantes do amor, da compreensão e da conquista de amizades.
Uma falta imperdoável é condenar o cidadão Cazuza e por tal argumento menosprezar o artista Cazuza. Não conseguir distinguir autor da obra é na verdade um erro grosseiro de crítica. Se esta senhora acha motivos para condenar Cazuza como pessoa, não estenda estes preconceitos sobre a obra musical importante que ele nos deixou. O artista Cazuza é reconhecido por todos como excelente e assim gostaria de vê-lo reverenciado. A vida particular foi opção pessoal que devemos respeitar e em nada desmerece o seu trabalho.
Por fim confesso que não sou grande fã de Cazuza, apenas vi o filme e gostei muito. Acredito que, se esta senhora voltar a ver o filme, despida da “toga de juiz”, poderá apreciá-lo melhor, percebendo a trilha musical, a fotografia, a seqüência narrativa e demais elementos que criam uma obra de cinema. O cinema é mais do que um instrumento de educação é também um provocador de discussões um encontro de opiniões para que se reflita sobre tantos temas. Neste sentido, o filme Cazuza foi genial, pois permitiu que esta senhora exteriorizasse seus preconceitos, dando oportunidade para que nós pudéssemos nos posicionar também.
Um abraço a todos,
Odiombar
Para saber mais:
Yahoo Respostas
Mágica com Criss Angel
Jornal do Comércio
Anta gorda
Percival Puggina
Pilantropia
Alvo Humano
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