Alguns motivos
Às vezes fico a pensar: por que em alguns momentos saio do sério e fico irritado? É um enigma, pois sempre sou calmo, paciente e ponderado. Mas.... Pensando muito descobri uma resposta: a ignorância. Tendo chegado a esta resposta, nova dúvida surgiu: que ignorância?
Às vezes fico a pensar: por que em alguns momentos saio do sério e fico irritado? É um enigma, pois sempre sou calmo, paciente e ponderado. Mas.... Pensando muito descobri uma resposta: a ignorância. Tendo chegado a esta resposta, nova dúvida surgiu: que ignorância?
Não é a ignorância do não saber, a do perguntar a da
curiosidade. A que me irrita é a ignorância da cegueira, principalmente a
ideológica. Não sei como certas pessoas conseguem conviver na situação
contraditória do “saber” e fingir que não sabem. Elas sabem do risco de serem
desmascaradas a qualquer momento, mas mesmo assim continuam em sua obstinação.
Ignorar a realidade e construir fantasias em que nem elas
acreditam é algo que vai além de qualquer possibilidade de razão, beira a
loucura. Esta aberração lógica encontramos no dia a dia do Brasil. O governo
sabe que o dito não é o que objetiva, mas continua dizendo por razões escusas. Exemplos
são tantos que não cabem neste texto, mas não podemos deixar o leitor sem pelo
menos alguns argumentos.
O escândalo da Lei do desarmamento (Lei 10.826/2003) é
algo que ultrapassa a lógica de qualquer criança. Todos sabiam que desarmar os
cidadãos de bem e fazer olhos grossos para o contrabando de armas e o tráfico
de drogas seria uma política suicida, mas assim aconteceu! A imprensa deu todo
apoio, apesar dos 80% de recusa da população.
Hoje temos 56.337 mortes por ano no Brasil, isto
representa 154 pessoas assassinadas por dia. Quando cai um avião ou acontece um
acidente de ônibus, é tragédia nacional, mas esta estatística é apenas um dado!
Surgem muitas conexões entre tráfico de armas e drogas, contrabando e lavagem
de dinheiro com grandes figuras nacionais. Quem garante que o crime organizado
passa longe dos financiamentos de campanha política? Será que o discurso de “proteção
do cidadão” não é um “dito” não almejado? Quem conhece o poder econômico do
crime organizado? Poder econômico e poder político são parceiros inseparáveis.
Outro grupo que irrita são os defensores das “diversidades”,
quando alinhados com a esquerda. Nada mais contraditório do que ver um
homossexual com bandeirinha de esquerda. Ele sabe o tratamento dado aos
homossexuais na Rússia comunista? Ele sabe as penas impostas aos homossexuais
na China, Romênia ou Albânia? Para escancarar mais a contradição, convido-os a
fazerem uma passeata gay em Havana ou Pyongyang. É nos países capitalistas
ocidentais que a diversidade é respeitada, fazer pregação nestes lados do mundo é
“chover no molhado”, tais discursos serão muito úteis nos países comunistas! O
governo faz um discurso receptivo para ganhar votos, mas, uma vez implantado o regime comunista, mas não falem em traição quando forem enviados para o “paredão”. Não é traição, é cegueira!
O discurso das cotas é outro irritante, pois, na verdade,
não é oportunidade para a camada pobre da população é apenas um discurso para
cooptar uma parcela de votos. Se o governo tivesse interesse em melhorar o
nível de vida da população negra, daria a todos uma educação de qualidade. Só o
conhecimento permite a ascensão social. Ao negar educação para a população, o
governo relega este grupo à eterna dependência de “políticas de proteção”. As
pessoas não precisam de proteção, elas precisam de garantia de seus direitos. Cotas
é reconhecimento de inferioridade, é indignidade é, na verdade, desrespeito com
o negro. Dê a ele educação de qualidade e emprego, que, com certeza, as
diferenças desaparecerão.
Já fui longe demais, não no dito, mas no tempo tomado do
leitor. O assunto é tão apaixonante que, com certeza, volto a ele em breve.

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