
Quem leu o texto anterior, ficou curioso por saber em
quem vou votar. Alguns fizeram a pergunta diretamente e, acredito que, os
outros guardaram a curiosidade no silêncio. Provocado, não tenho dúvidas,
respondo e exponho o meu raciocínio. Posso estar certo ou errado, mas, no
momento, parece-me o voto mais consciente que posso depositar na urna.
Em primeiro lugar, os critérios básicos:
a) nunca votaria em candidato sobre o qual paira qualquer
dúvida quanto à honestidade. Ficha limpa e muito limpa.
b) reeleger sim, mas nunca votar sempre no mesmo
candidato, por melhor que seja deve dar lugar a outro. Política é alternância
de poder.
c) a propaganda eleitoral é o momento de conferir o que o
candidato tem para apresentar aos eleitores. O melhor são realizações, ações
já desenvolvidas. Promessas não são elementos seguros para escolha. No lugar do
famoso “farei....” prefiro “fiz....”.
d) o histórico é muito importante. Quem muda de
partido não tem compromisso ideológico com um projeto, para ele qualquer grupo
serve, desde que lhe dê espaço de atuação. Quem sabe ser fiel ao “estatuto
partidário” é capaz de ser fiel à legislação em geral.
e) a vida pessoal é importante, sim! Um político é
um “homem público”, não tem direito a “deslizes”. Quem cuida de sua família é
capaz de proteger a comunidade que é uma grande família.
f) distinção absoluta entre religião e política. O
candidato pode pertencer a qualquer religião, mas esta não pode servir de
instrumento para alcançar cargos políticos. A religião é uma questão de foro
íntimo. Na sociedade temos crentes e não crentes e, ao político, cabe
representá-los sem preferências.
g) entre capital e trabalho, fico com quem defende
o trabalho, pois o capital já está protegido pelo sistema. Ter projetos sociais
é fundamental, porém isto não significa exclusão de grupos, estabelecimento de
privilégios e desrespeito às leis vigentes.
h) o panorama político brasileiro está tão conturbado que
é impossível imaginar a escolha entre partidos políticos. Infelizmente,
a escolha deve recair somente sobre a pessoa do candidato. As alianças que
presenciamos comprovam a falta de critérios dos partidos políticos.
Dadas estas premissas básicas é possível fazer a escolha.
Três candidatos são viáveis e, entre eles, escolho um e exponho meus argumentos
que podem ser bons ou maus, mas são os possíveis no momento. O importante é a
consciência do voto. Pelos critérios citados, os três candidatos são viáveis,
pois são de irreparável currículo, mas há diferenças:
Manuela – Esta seria a minha candidata preferencial, tem
o discurso que convence, mostra o que fez e é modesta nas promessas. Não voto
nela pelo partido – PC do B. Não há como aceitar um partido comunista em pleno
século XXI, depois da falência de todos os regimes comunistas. Não vi na
campanha dela, em nenhum momento, uma avaliação das atrocidades de Stalin, dos
barbarismos de Mao ou do regime caduco de Fidel. Será que ela tem como projeto
a implantação de tais arcaísmos no Brasil? Na dúvida é melhor não arriscar.
Lamento, seria a minha candidata se me deixasse levar pela emoção.
Adão Vilaverde – Já votei no PT muitas vezes: no Lula
(primeiro e segundo mandato), na Dilma e, infelizmente, no Tarso. Agora, não voto
no PT até que ele abandone as práticas tradicionais de “conchavos” e
corporativismo. Os dois governos do Lula deixaram um rastro de privilégios
através de políticas, chamadas inclusivas. Ninguém mais atura “cotas”, “diversidade”,
“inclusão” e tantos outros termos que escondem ações de desrespeito à igualdade
entre os cidadãos. Por outro lado, o PT promoveu a maior decadência no sistema
educacional brasileiro, chegamos à beira do abismo. Há necessidade de frear
este processo de decadência! Acredito que o Vilaverde seja um bom candidato,
mas as companhias são condenáveis.
Fortunati – este pode dizer “fiz” e a sociedade reconhece
que fez bem, pois tem o menor índice de rejeição. Por mais que tenham procurado
incriminá-lo por algum motivo, nenhuma acusação vingou. A minha preocupação com
ele é em relação ao partido – PDT. A influência de Colares é o meu medo. Até
que ponto posso ter segurança de que Neuza Canabarro não retorna! Durante toda
a campanha ele não esclareceu esta relação com o casal de tão triste memória.
Conto com a sensatez do candidato para neutralizar estas influências negativas.
Feito o balanço, concluo que o meu voto será do
Fortunati. Espero não me arrepender como aconteceu com Colares, Lula e Tarso!

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