sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Hospital Evangélico de Curitiba



É estarrecedor o fato divulgado pela imprensa sobre as mortes ocorridas no hospital. O que quero falar não é sobre o acontecimento em si, mas sobre o conceito de “entidade confessional”.
O hospital é mantido pela Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), portanto uma entidade de caráter religioso. Há muito venho observando que tais entidades abandonam seus princípios religiosos em troca de lucro financeiro. Não sei que confissão religiosa é esta mantenedora, mas, com certeza, deve ter como princípio básico a preservação da vida.
Não digo que estas entidades confessionais devem restringir seus quadros funcionais a membros de suas igrejas. Isto seria uma demonstração de intolerância. Refiro-me ao fato de que os princípios básicos da religião devam nortear as atitudes dos funcionários, levando-os a agir com amor ao próximo e respeito à vida.
Com certeza, este hospital deve ter, no seu quadro funcional, algum pastor que circula pelas dependências do hospital. Será que ele nunca percebeu o tratamento dispensado aos pacientes? Não caberia a ele discutir os procedimentos médicos, mas a observação das relações da médica com os demais funcionários é algo evidente. A aflição e as dúvidas dos pacientes e familiares não poderiam passar despercebidas ao religioso!  
As religiões criam colégios, faculdades ou hospitais com o objetivo de lucro financeiro, nem que para isto tenham de abrir mão dos elementares princípios religiosos. Uma instituição confessional deve ser exemplo de caridade cristã. Caso contrário se confunde com empresas laicas. Cada entidade religiosa deve ter como diferencial os postulados de sua pregação. 

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