É muito importante que a formação profissional do
magistério tenha alguma valorização, pois na forma atual qualquer nota no ENEM
permite ingresso no curso superior. Como o magistério é uma carreira pouco
atrativa, em termos econômicos, os alunos melhor classificados escolhem outros
cursos.
Novamente, volta à discussão a formação universitária
para os professores. Pelo novo texto, o professor leigo terá seis anos,
contados a partir da posse para concluir a formação universitária. O problema é
que tal exigência semelhante já existiu e foi revogada pelo MEC. Espera-se que
agora ela seja respeitada.
Não há como pleitear melhoria na educação com a formação
precária que temos nas IES. Hoje os cursos de licenciatura são os mais
sucateados e com expansão desordenada. Qualquer lugar tem cursos de formação docente,
sem contar que a modalidade EAD, tem proliferado sem nenhum controle. Seja
presencial ou EAD, o governo não poderia abrir mão da qualidade.
O ensino superior que era centrado nos três pilares
básicos: ensino, pesquisa e extensão, hoje, está resumido à transmissão de
conteúdos teóricos. Os pedagogos se contentam com a repetição de modelos
estrangeiros e teorização excessiva, sem produzir pesquisa que dê conta de
nossas peculiaridades.
Na área de letras, a sociolinguística deixou de ser uma
área importante de pesquisa para se tornar justificativa de um “vale-tudo” para
a linguagem. A literatura dissociou-se da leitura e, hoje, vemos alunos muito
bem informados sobre história literária e com baixo índice de leitura de nossos
autores.
Um projeto como o proposto pelo legislativo, com certeza,
encontrará barreiras muito fortes no ministério da educação e, possivelmente,
passará a integrar o grande rol das “letras mortas” de nossa legislação.
Fonte: Último segundo

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